Se a semaglutida colocou as chamadas “canetas emagrecedoras” no centro das conversas sobre controle do peso, a tirzepatida ampliou ainda mais esse interesse. Com a aprovação do Mounjaro pela Anvisa para o tratamento da obesidade, e resultados de até 20,9% de perda média de peso, o medicamento virou o assunto principal entre quem busca acompanhamento metabólico hoje.
E, quando um tratamento se torna tão procurado, as dúvidas chegam junto. Para o médico, prescrever tirzepatida envolve entender para quem o medicamento é indicado, qual dose iniciar, como fazer o escalonamento e o que observar ao longo do tratamento.
Também entram nesta rotina questões sobre contraindicações, acompanhamento, receita e até sobre as versões manipuladas que passaram a despertar o interesse de muitos pacientes.
Para ajudar a organizar essas decisões, o My Smart Clinic reuniu neste artigo as principais informações sobre a prescrição de tirzepatida. Você vai conferir:
- O que é a tirzepatida e como funciona?
- O que avaliar antes de prescrever tirzepatida?
- Posologia e escalonamento da tirzepatida
- Tabela de doses da tirzepatida
- Como prescrever Mounjaro na receita?
- Qual tipo de receita deve ser usada para tirzepatida?
- Como deve ser a prescrição de tirzepatida manipulada?
- Como monitorar o paciente durante o tratamento?
- Como emitir a prescrição digital no My Smart Clinic?
A caneta pode até parecer simples, mas a prescrição está longe de caber em uma única dose. Então, por onde começar?
O que avaliar antes de prescrever tirzepatida?
A escolha do tratamento não deve se basear apenas na popularidade do medicamento ou nas promessas de perda de peso. Antes de prescrever a tirzepatida (ou mesmo optar por outra estratégia), é preciso analisar a indicação em bula, o perfil do paciente e as possíveis contraindicações.
Para uma tomada de decisão segura, considere dois eixos principais:
- Indicação e perfil: em quais situações a tirzepatida é indicada e quais critérios o paciente precisa atender?
- Segurança e cautela: quais condições clínicas exigem atenção redobrada ou contraindicam o uso?
A seguir, detalhamos o que considerar para responder a cada uma dessas perguntas.
Indicações clínicas e critérios de elegibilidade
O Mounjaro nasceu como medicamento para diabetes tipo 2. A Anvisa ampliou as indicações em 2025: em junho, aprovou o controle crônico do peso; em outubro, o tratamento da apneia obstrutiva do sono (AOS) em adultos com obesidade.
A tabela abaixo resume os critérios de elegibilidade previstos em bula:
| Indicação | Quem pode receber | Observações |
| Diabetes mellitus tipo 2 | Adultos e pacientes a partir de 10 anos | Uso associado a dieta e exercícios. É a única indicação aprovada para pediátricos (≥ 10 anos). |
| Controle crônico do peso | Adultos com IMC ≥ 30 kg/m², ou ≥ 27 kg/m² com ao menos uma comorbidade (por exemplo: hipertensão, dislipidemia, AOS, doença cardiovascular) | Associado a dieta hipocalórica e aumento da atividade física. Segurança e eficácia não estabelecidas abaixo de 18 anos |
| Apneia obstrutiva do sono | Adultos com obesidade e AOS moderada a grave | Tratamento adjuvante para controle da severidade da AOS. |
Aqui vale um adendo: qualquer médico com CRM ativo, independentemente da especialização, pode prescrever a tirzepatida. O uso fora da bula (off-label) é de responsabilidade do prescritor.
Já o cirurgião-dentista, amparado pela Lei nº 5.081/1966, só pode prescrever tirzepatida para AOS em pacientes com obesidade, com acompanhamento multiprofissional, segundo orientação do CFO.

Contraindicações, precauções e interações medicamentosas
Embora o Mounjaro apresente um perfil de segurança bem estabelecido, com reações adversas predominantemente gastrointestinais e de intensidade leve a moderada, a prescrição exige uma avaliação clínica cuidadosa.
As contraindicações expressas em bula incluem hipersensibilidade à tirzepatida ou a qualquer componente da fórmula. Também estão nessa lista o histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular de tireoide (CMT) e neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (NEM 2).
Outras condições exigem avaliação individual do risco-benefício:
| Categoria | Condições clínicas e riscos | Orientação clínica |
| Precauções e alertas | Pancreatite; gastroparesia ou doença gastrointestinal grave; doença da vesícula biliar; retinopatia diabética; risco de desidratação e alteração da função renal; risco de broncoaspiração em anestesia geral ou sedação profunda. | Avaliar o histórico clínico e monitorar sintomas. Em procedimentos com anestesia ou sedação, considerar o risco de aspiração. |
| Interações medicamentosas | Insulina e sulfonilureias: maior risco de hipoglicemia. Contraceptivos orais e outros medicamentos orais: o atraso no esvaziamento gástrico pode alterar sua absorção. | Avaliar a necessidade de ajuste da insulina ou sulfonilureia. Para contraceptivos orais, considerar método não oral ou de barreira no início do tratamento e após cada aumento de dose. |
| Gestação e lactação | Planejamento de gravidez, gestação e amamentação. | Em caso de gravidez planejada, suspender pelo menos um mês antes. O uso não é recomendado durante a gestação e a amamentação. |
Na dúvida, consulte a bula vigente no Bulário Eletrônico da Anvisa para detalhes sobre ajustes de dose, advertências e orientações atualizadas.
Posologia e escalonamento da tirzepatida
O tratamento com tirzepatida não começa diretamente em uma dose de manutenção. A estratégia segue o ritmo de uma escada — o que a medicina chama de titulação —, com aumento gradual da dose.
É assim que a bula do Mounjaro organiza o uso:
- Dose inicial: 2,5 mg, uma vez por semana, por pelo menos 4 semanas.
- Escalonamento: após o primeiro mês, a dose passa para 5 mg. Se necessário, os aumentos seguem em acréscimos de 2,5 mg, com no mínimo 4 semanas em cada dose.
- Manutenção: as doses recomendadas são 5 mg, 10 mg e 15 mg. A máxima é 15 mg por semana.
O escalonamento gradual ajuda a melhorar a tolerabilidade do tratamento. É durante os aumentos de dose que costumam aparecer com mais frequência reações adversas como náusea, diarreia e vômito.
Começar com doses altas aumentaria o risco desses efeitos gastrointestinais e de desidratação. Logo abaixo, a tabela mostra o escalonamento etapa por etapa.
Tabela de doses da tirzepatida
A titulação da tirzepatida segue uma sequência de doses, com pelo menos quatro semanas em cada etapa antes de um novo aumento. A tabela abaixo ajuda a visualizar como essa progressão funciona:
| Etapa / Degrau | Dose Semanal | Tempo Mínimo | Papel na Terapia |
| Inicial | 2,5 mg | 4 semanas | Adaptação do organismo |
| 1º Patamar | 5,0 mg | 4 semanas | Dose de manutenção inicial |
| Ajuste | 7,5 mg | 4 semanas | Transição / ajuste de dose |
| 2º Patamar | 10,0 mg | 4 semanas | Dose de manutenção intermediária |
| Ajuste | 12,5 mg | 4 semanas | Transição / ajuste de dose |
| 3º Patamar | 15,0 mg | — | Dose máxima de manutenção |
Para chegar à dose máxima de 15 mg, o paciente precisa passar por pelo menos 20 semanas de tratamento, considerando o intervalo mínimo de quatro semanas em cada dose anterior.
Vale lembrar que esse esquema não é uma regra rígida: a dose ideal é aquela em que o paciente atinge o resultado desejado com boa tolerância, sem a obrigação de chegar ao topo da escada.
Quando adiar o escalonamento ou ajustar a dose?
A tabela mostra o caminho, mas o tratamento não precisa correr no mesmo ritmo para todo mundo. O intervalo de 4 semanas é o mínimo entre os degraus e não deve ser encurtado. Já o tempo em cada dose pode ser maior, dependendo de como o paciente responde e tolera o medicamento.
Isso pode acontecer em situações como:
- Efeitos gastrointestinais persistentes: como náuseas severas, vômitos ou diarreia.
- Sinais de alerta: risco de desidratação ou alteração da função renal associada a esses sintomas.
- Resposta clínica já alcançada: se o paciente atingiu a meta de glicemia ou peso em uma dose menor (como 5 mg ou 10 mg), não há necessidade de subir até os 15 mg.
Na rotina do consultório, a individualização serve para proteger o paciente, nunca para apressar os resultados:
- Puxar o freio (Desacelerar): manter a dose atual por mais tempo até o organismo tolerar bem o medicamento.
- Dar um passo atrás (Regredir): retornar temporariamente à dose anterior se os desconfortos persistirem na dose nova.
- Ajustar prescrições paralelas: reduzir preventivamente as doses de insulina ou sulfonilureia logo no início para evitar hipoglicemia.
Critério de eficácia no controle de peso: a bula orienta reavaliar a continuidade do tratamento se o paciente não perder pelo menos 5% do peso inicial após 6 meses de uso na maior dose bem tolerada.
Apresentações disponíveis da tirzepatida
O Mounjaro é o nome mais conhecido da tirzepatida e, atualmente, a única marca com essa molécula registrada no Brasil. Produzido pela Eli Lilly, é uma solução injetável de aplicação subcutânea, administrada uma vez por semana.
Por aqui, o medicamento é encontrado em diferentes apresentações:
- KwikPen (multidose): contém quatro doses e permite selecionar a dose semanal indicada para cada aplicação.
- Caneta de dose única: vem preparada para uma única aplicação semanal.
A tirzepatida também pode aparecer em preparações manipuladas, normalmente fornecidas em frascos-ampola multidose ou monodose estéreis. Mas essa é uma situação diferente de um medicamento industrializado registrado pela Anvisa e segue regras próprias. Voltaremos a esse ponto mais adiante.
Como prescrever Mounjaro na receita?
O Mounjaro é prescrito em receita branca, em duas vias, com validade de 90 dias em todo o território nacional. Na versão impressa, a farmácia retém a segunda via, registra a dispensação e devolve a primeira ao paciente. Não há um formulário específico: vale o receituário habitual do médico ou da clínica.
Quando a opção for pelo receituário digital, a receita deve ser gerada originalmente em meio eletrônico e assinada digitalmente. Para medicamentos como a tirzepatida, que não estão sujeitos à Portaria nº 344/1998, é aceita assinatura eletrônica avançada, inclusive pela plataforma gov.br.
Fotos, capturas de tela ou PDFs de receitas que nasceram no papel não substituem uma receita digital válida. A farmácia precisa conseguir verificar a autenticidade, a integridade e a validade da assinatura eletrônica.
O Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR) também passou a fazer parte desse processo. A integração é feita pelo sistema de prescrição eletrônica, e não pelo acesso direto do médico ao SNCR. Em outubro de 2026, receitas brancas eletrônicas ainda estão em período de transição; a partir de 30 de outubro, as novas emissões eletrônicas deverão estar integradas ao sistema.
Mas o que precisa constar nesse documento? E como ficam as diferentes doses do Mounjaro? É isso que os próximos tópicos esclarecem.
Informações obrigatórias na receita
Como a tirzepatida é prescrita em receita branca comum, você não precisa de talonários especiais. Porém, para garantir que o seu paciente consiga comprar o medicamento sem entraves na farmácia, certifique-se de incluir todos os dados obrigatórios:
- Seu paciente: coloque nome completo, idade e sexo.
- O medicamento: especifique a tirzepatida pela Denominação Comum Brasileira (DCB), acompanhada da concentração, forma farmacêutica e apresentação escolhida (ex.: caneta KwikPen ou frasco-ampola).
- O tratamento: detalhe a dose, a frequência de aplicação e a quantidade total que a farmácia deve dispensar.
- Seus dados de prescritor: inclua seu nome completo, número do registro profissional (CRM ou CFO), endereço do consultório, telefone de contato, assinatura e carimbo (ou assinatura digital válida).
- Data de emissão: lembre-se de que é essa data que marca o início do prazo de validade para a compra.
Um aviso importante: o texto precisa estar perfeitamente legível e sem rasuras. Como uma das vias fica retida, qualquer rasura ou ambiguidade pode levar à recusa da receita pelo farmacêutico.
Como prescrever Mounjaro 2,5 mg e 15 mg
A dose de 2,5 mg é o ponto de partida obrigatório para adaptação do organismo e deve ser mantida por, no mínimo, quatro semanas. Já os 15 mg representam o limite máximo da bula, alcançado apenas após o escalonamento gradual, quando há indicação clínica e boa tolerabilidade.
Jamais pule etapas ou encurte esse intervalo. Acelerar o processo não antecipa resultados; apenas dispara o risco de efeitos gastrointestinais graves, que podem evoluir para desidratação severa e lesão renal aguda.
Ao emitir a receita, certifique-se de que a dose prescrita reflete exatamente o degrau atual do paciente.
Qual tipo de receita deve ser usada para tirzepatida?
A tirzepatida é prescrita em receita branca comum, em duas vias, com validade de 90 dias. Na versão impressa, a farmácia retém a segunda via no momento da dispensação e devolve a primeira ao paciente. O funcionamento é semelhante ao dos antibióticos, que também têm receita retida, mas as regras aplicáveis a cada grupo de medicamentos não são iguais.
Mas, se a receita é branca, por que existe tanta confusão com a receita azul? A associação costuma acontecer porque medicamentos para perda de peso, como a sibutramina, estão sujeitos a outro tipo de controle. A tirzepatida, porém, segue um regime diferente.
- Não exige Notificação de Receita: a tirzepatida não pertence às listas de substâncias sujeitas às notificações A (amarela) ou B (azul) da Portaria nº 344/1998. Também não utiliza o receituário de Controle Especial.
- Exige retenção de receita: desde 2025, a Anvisa incluiu a tirzepatida e outros agonistas de GLP-1 entre os medicamentos sujeitos a prescrição com retenção pela farmácia.
Em resumo, há retenção de receita, mas não há necessidade de talonário especial para prescrever tirzepatida.
Como deve ser a prescrição de tirzepatida manipulada?
A tirzepatida manipulada segue uma lógica diferente do Mounjaro. Enquanto o medicamento industrializado passa por um processo de registro e fabricação em escala, a preparação magistral é produzida por uma farmácia de manipulação para atender a uma prescrição específica.
A legislação brasileira estabelece regras para as duas formas de preparação, mas os requisitos não são os mesmos. Por isso, ter o mesmo princípio ativo não significa que os produtos tenham passado pelos mesmos processos de avaliação e controle.
Veja as principais diferenças:
| Mounjaro | Tirzepatida manipulada | |
| Registro | Medicamento registrado pela Anvisa | Preparação magistral, sem registro como produto final |
| Produção | Industrializada | Realizada em farmácia de manipulação |
| Controle | Avaliação do medicamento acabado | Controle da preparação e dos insumos |
| Indicação | Conforme indicações da bula | Conforme a prescrição e a necessidade que justificam a preparação |
Isso também explica por que tirzepatida manipulada e Mounjaro não são simplesmente duas versões do mesmo tratamento, mesmo quando utilizam o mesmo princípio ativo.
Mas o que, afinal, a Anvisa exige para que uma preparação de tirzepatida seja considerada regular? É isso que as regras sobre insumos, manipulação e controle de qualidade ajudam a esclarecer.
Regras da Anvisa para insumos e preparações manipuladas
A manipulação de tirzepatida precisa seguir regras sanitárias específicas. Como se trata de uma preparação injetável e estéril, a farmácia deve cumprir as exigências da RDC nº 67/2007 e as orientações da Nota Técnica nº 200/2025 da Anvisa.
De forma resumida, essas regras envolvem três pontos:
- Preparação individualizada: a fórmula deve ser preparada para um paciente específico, a partir de uma prescrição. A farmácia não pode produzir tirzepatida antecipadamente para manter estoque ou vender como um produto padronizado.
- Insumo com origem regular: o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) precisa ter procedência documentada e atender às exigências sanitárias aplicáveis. A farmácia também deve manter registros que permitam rastrear sua origem e seu lote.
- Controle de qualidade: a preparação precisa passar pelos controles exigidos para garantir que tenha as características esperadas e seja adequada ao uso. Para uma formulação injetável, isso inclui requisitos relacionados à esterilidade e à ausência de endotoxinas.
Essas exigências ajudam a explicar por que uma tirzepatida manipulada não pode ser tratada simplesmente como uma versão mais barata do Mounjaro. A farmácia precisa cumprir regras próprias para demonstrar a regularidade e a qualidade da preparação.
Responsabilidade médica, rastreabilidade e documentação
Prescrever tirzepatida manipulada é um ato lícito desde que exista indicação clínica fundamentada e a preparação cumpra todas as exigências sanitárias. O risco jurídico e ético surge quando esses limites são ultrapassados.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) reforça que é expressamente vedado prescrever, aplicar ou intermediar a venda de fórmulas manipuladas em desacordo com as normas da Anvisa ou produzidas com insumos sem procedência comprovada. O descumprimento pode acarretar sanções éticas que vão de advertências até a cassação do exercício profissional.
Por isso, alguns cuidados ajudam a documentar a decisão médica:
- Prontuário detalhado: registre anamnese, indicação clínica, justificativa técnica para a escolha da via magistral, evolução do tratamento e controle das aplicações. Esse é o seu principal documento em qualquer auditoria ou apuração legal.
- Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE): utilize um termo personalizado para o caso, explicando os riscos, benefícios e a natureza do produto manipulado, em vez de um modelo genérico.
- Receita médica em duas vias: especifique a composição exata, forma farmacêutica, posologia detalhada e modo de uso.
- Independência ética: o Código de Ética Médica proíbe vínculo comercial, parceria de indicação ou dependência entre o profissional e farmácias de manipulação, que possam interferir na autonomia profissional ou beneficiar indevidamente o médico.
Com tantos registros envolvidos, manter essa documentação organizada também faz parte da rotina do consultório. O My Smart Clinic ajuda a centralizar essas informações: a prescrição pelo Memed fica integrada ao prontuário, reunindo receita, anamnese, justificativa e evolução no histórico do paciente.
Como monitorar o paciente durante o tratamento?
A prescrição é apenas o primeiro passo. O sucesso e a segurança da terapia com tirzepatida dependem de um acompanhamento contínuo no consultório, que permite calibrar a dose, avaliar a eficácia e evitar complicações.
O que avaliar nas consultas de retorno:
- Eficácia clínica: monitore a evolução da curva de peso e, em pacientes com diabetes tipo 2, a resposta glicêmica. O resultado define se a dose atual deve ser mantida ou se há espaço para progressão.
- Exames laboratoriais: solicite glicemia e hemoglobina glicada para acompanhamento metabólico. Função renal e hepática devem ser avaliadas em pacientes com fatores de risco ou sintomas. Não há necessidade de dosar amilase e lipase de rotina em pacientes assintomáticos.
- Tolerabilidade gastrointestinal: náuseas, constipação, diarreia e vômitos são comuns na fase de adaptação. Se os sintomas incomodarem, puxe o freio: mantenha a dose atual por mais 4 a 8 semanas ou retorne ao degrau anterior.
- Sinais de alerta graves: diarreia e vômitos persistentes exigem atenção imediata para prevenir desidratação e lesão renal. Dor abdominal intensa, irradiada para as costas e acompanhada de vômitos, exige investigação urgente para descartar pancreatite.
O acompanhamento regular é o que garante o equilíbrio entre a eficácia terapêutica e a tolerabilidade para o paciente.
Como emitir a prescrição digital no My Smart Clinic?
No My Smart Clinic, o médico acessa a Prescrição Memed diretamente pelo prontuário do paciente e emite a receita sem trocar de sistema. Entre os recursos disponíveis, estão:
- Modelos por etapa de dose: cadastre receitas para 2,5 mg, 5 mg e outras concentrações para agilizar as emissões.
- Alertas de interações medicamentosas: receba avisos durante a prescrição quando houver possíveis interações entre os medicamentos selecionados.
- Alertas de condições para gestantes e lactantes: registre essas condições nos dados clínicos do paciente e receba avisos quando houver riscos relacionados ao medicamento.
- Alertas de alergias: consulte avisos relacionados a medicamentos aos quais o paciente tenha alergia registrada.
- Assinatura digital: use o certificado ICP-Brasil integrado para assinar a receita.
- Envio imediato: encaminhe a prescrição por WhatsApp ou e-mail, ou imprima pela plataforma.
- Histórico organizado: mantenha as receitas vinculadas ao prontuário do paciente.
Veja como emitir a receita:
- Abra o prontuário: localize o paciente e acesse o atendimento.
- Acesse a Prescrição Memed: em Recursos, selecione Prescrição.
- Escolha o medicamento: selecione Mounjaro (tirzepatida) e informe concentração, posologia, quantidade e duração. Também é possível carregar um modelo salvo.
- Revise e assine: confira os dados e faça a assinatura digital.
- Envie ao paciente: encaminhe a receita pelo canal escolhido.
Depois da emissão, a prescrição permanece registrada no prontuário, facilitando a consulta nos próximos atendimentos.
Precisa de mais detalhes? Consulte a Base de Conhecimento do My Smart Clinic para encontrar tutoriais e passo a passo sobre a Prescrição Memed e outros recursos da plataforma.
Prescrição e acompanhamento em um só lugar
Prescrever tirzepatida exige mais do que definir medicamento e dose. O médico precisa acompanhar a resposta ao tratamento, ajustar a conduta quando necessário e manter prescrições e informações do paciente organizadas.
Quando essa rotina se repete com vários pacientes, alternar entre prontuário, sistema de prescrição e outros recursos pode deixar o atendimento mais trabalhoso. O My Smart Clinic resolve essa jornada ao integrar o prontuário eletrônico inteligente à Prescrição Memed, permitindo emitir, assinar digitalmente, registrar em duas vias e enviar a receita tudo na mesma plataforma.
E esse é só um dos recursos. O My Smart Clinic também reúne agenda, gestão de pacientes, financeiro, relatórios, telemedicina e muito mais.
Quer simplificar a prescrição e a gestão de tratamentos na sua rotina? Fale com uma de nossas consultoras e veja como o My Smart Clinic se adapta ao seu consultório.



