Saúde

Agonistas de GLP-1 e GIP: mecanismo, classes e medicamentos

GLP-1 e GIP são dois tipos de incretinas, hormônios intestinais liberados pelo organismo após as refeições. Veja o que são e como funcionam.

Segundo dados recentes da Organização Mundial da Saúde, mais de 1 em cada 10 pessoas no mundo vive com obesidade, e o diabetes já afeta uma parcela semelhante da população. A busca por tratamentos para essas condições colocou os agonistas de GLP-1 e GIP, conhecidos na internet como “canetas emagrecedoras”, no centro das conversas sobre saúde. 

O que torna essas terapias diferentes está na forma como aproveitam um mecanismo do próprio organismo. Após as refeições, o trato gastrointestinal libera incretinas, como GLP-1 e GIP, que participam da regulação da glicose, da liberação de insulina e do controle do apetite. Os medicamentos imitam parte dessas ações para produzir efeitos terapêuticos. 

Embora sejam frequentemente colocados no mesmo pacote quando o assunto são as chamadas “canetas”, eles não são iguais. Hoje, eles se dividem em duas classes: os agonistas de GLP-1, como a semaglutida (Ozempic, Wegovy) e a liraglutida (Victoza, Saxenda), e os agonistas duplos de GLP-1 e GIP, como a tirzepatida (Mounjaro). Entender as diferenças entre eles ajuda a compreender como cada tratamento funciona. 

Para quem gerencia uma clínica, a procura por esses tratamentos só cresce, e dominar essas diferenças é de grande importância para acompanhar os pacientes com mais clareza e segurança. Por isso, o My Smart Clinic reúne neste artigo o que você precisa saber sobre essas terapias:

  • O que são GLP-1 e GIP?
  • Qual é a diferença entre GLP-1 e GIP?
  • Como funcionam os agonistas de GLP-1 e GIP?
  • Quais são as classes de agonistas incretínicos?
  • Quais agonistas de GLP-1 E GIP estão disponíveis no Brasil?
  • Quais medicamentos ainda estão em desenvolvimento?
  • Como escolher e acompanhar o tratamento? 

Caneta por caneta, o que muda no tratamento? Vamos entender? 

O que são GLP-1 e GIP?

GLP-1 e GIP são dois tipos de incretinas, hormônios intestinais liberados pelo organismo após as refeições. Eles ajudam a regular a glicose no sangue, estimulam a liberação de insulina e prolongam a sensação de saciedade.

É importante não confundi-los com os agonistas de GLP-1 e GIP. Os medicamentos dessa classe mimetizam a ação desses hormônios, ativando seus receptores e prolongando seus efeitos no organismo. Enquanto as incretinas produzidas pelo corpo são rapidamente degradadas, essas moléculas foram desenvolvidas para permanecer ativas por mais tempo.

É essa ação prolongada que tornou as terapias baseadas em GLP-1 e GIP relevantes no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade.

Onde esses hormônios são produzidos

O GLP-1 e o GIP são produzidos por células especializadas do intestino, mas que atuam em regiões diferentes do trato digestivo: 

  • GLP-1: produzido principalmente pelas células L, encontradas no íleo e no intestino grosso;
  • GIP: produzido pelas células K, presentes principalmente no duodeno e no jejuno proximal.

Assim que nos alimentamos, a chegada de carboidratos, proteínas e gorduras estimula a liberação desses hormônios na corrente sanguínea. A partir daí, eles circulam pelo organismo e atuam em diferentes tecidos. 

No caso do GIP, essa atuação vai muito além do sistema digestivo. Ele também tem  receptores no cérebro e no tecido ósseo, onde participa de processos relacionados à neurogênese e à manutenção da massa óssea. 

Funções do GLP-1 no organismo

O GLP-1 atua no metabolismo pós-refeição, coordenando a resposta do organismo à entrada de alimentos. Quando a glicose sobe após comer, o hormônio estimula o pâncreas a liberar insulina e reduz a secreção de glucagon, evitando que o fígado libere ainda mais açúcar no sangue.

Ao mesmo tempo, ele desacelera o esvaziamento gástrico, permitindo que os nutrientes sejam absorvidos gradualmente. Também envia sinais ao sistema nervoso central que promovem a saciedade e ajudam a reduzir o apetite.

Funções do GIP no organismo

O GIP participa da regulação da glicose e do metabolismo energético, compartilhando com o GLP-1 o papel de estimular a liberação de insulina após a ingestão de nutrientes.

A grande diferença é que o GIP também atua em outros tecidos. Ele participa do armazenamento e da distribuição de gordura no tecido adiposo, além de contribuir para o metabolismo ósseo e a proteção celular no cérebro.

Qual é a diferença entre GLP-1 e GIP?

As duas incretinas diferem no local onde são produzidas, na regulação da glicose e nos tecidos sobre os quais atuam. Veja as principais diferenças: 

GLP-1GIP
ProduçãoCélulas L, principalmente no íleo e cólonCélulas K, principalmente no duodeno e jejuno
GlicemiaEstimula a liberação de insulina quando a glicose está elevadaEstimula a liberação de insulina quando a glicose está elevada
Digestão e apetiteRetarda o esvaziamento gástrico e aumenta a saciedadeParticipa da regulação da ingestão alimentar e do metabolismo energético
Tecido adiposoAção predominantemente indiretaReceptores abundantes, com participação no metabolismo de lipídios
GlucagonReduz sua liberação quando a glicose está elevadaPode reduzir sua liberação na hiperglicemia e estimulá-la na euglicemia ou hipoglicemia

Essas diferenças ajudam a explicar o interesse em combinar a ação dos dois hormônios em alguns medicamentos.

Como funcionam os agonistas de GLP-1 e GIP?

Os agonistas de GLP-1 e GIP foram desenvolvidos para imitar a ação das incretinas produzidas naturalmente pelo organismo. Eles se ligam aos receptores desses hormônios e ativam respostas semelhantes no organismo.

A principal diferença está no tempo de ação. Enquanto as incretinas naturais são degradadas em poucos minutos, esses fármacos foram projetados para resistir ao metabolismo rápido e prolongar seus efeitos. Assim, atuam de forma mais duradoura sobre funções relacionadas ao controle da glicose e do peso. 

Essa resposta do organismo fica mais clara quando observamos três processos principais: a secreção de insulina e o controle da glicemia, a redução do glucagon e os efeitos sobre a saciedade, o esvaziamento gástrico e o controle do peso.

Secreção de insulina e controle da glicemia

A glicemia é a quantidade de glicose (açúcar) no sangue. Depois de uma refeição, ela aumenta, e o pâncreas libera insulina, hormônio que permite a entrada da glicose nas células para ser usada como energia.

É aí que entram o GLP-1 e o GIP. Quando a glicemia está elevada, os dois estimulam o pâncreas a liberar insulina. Uma característica importante desse processo é ser glicose-dependente: a sinalização aumenta quando a glicemia está alta, o que reduz o risco de hipoglicemia em comparação com algumas outras classes de antidiabéticos.

Com mais insulina disponível, a glicose é retirada do sangue e levada para as células, ajudando a glicemia a voltar aos níveis adequados.

Redução do glucagon

O glucagon é um hormônio produzido pelo pâncreas que ajuda a aumentar a glicose no sangue. Quando o organismo precisa de mais energia, ele sinaliza principalmente para o fígado liberar glicose na circulação.

Com a glicemia elevada, o GLP-1 reduz a liberação de glucagon, diminuindo o estímulo para que o fígado coloque mais glicose no sangue. O GIP também pode reduzir a liberação do hormônio quando a glicemia está alta.

Esse efeito complementa a ação da insulina no controle da glicemia: enquanto a insulina ajuda a retirar a glicose do sangue, a redução do glucagon diminui o estímulo para que o fígado libere mais glicose.

Saciedade, esvaziamento gástrico e controle do peso

O GLP-1 participa do controle da fome e da saciedade, enviando sinais ao cérebro que ajudam a indicar quando estamos satisfeitos. Ao mesmo tempo, pode retardar o esvaziamento gástrico, fazendo com que os alimentos deixem o estômago mais lentamente.

Esses efeitos se complementam: com o esvaziamento gástrico mais lento e a saciedade prolongada, a ingestão de alimentos pode diminuir. Esse é um dos caminhos pelos quais os agonistas de GLP-1 contribuem para o controle do peso.

O GIP também participa da regulação do apetite e da ingestão de alimentos. Quando combinado ao GLP-1, como nos agonistas duais, pode contribuir para a redução da ingestão calórica e do peso corporal.

Quais são as classes de agonistas incretínicos?

Os agonistas incretínicos incluem os agonistas do receptor de GLP-1, que ativam uma única via hormonal, e os agonistas duais de GIP e GLP-1, que estimulam os dois receptores simultaneamente. Essas são as principais classes que já deram origem a medicamentos aprovados para uso clínico.

Também existem abordagens que ampliam essa ação para outras vias hormonais, como os agonistas de GLP-1 combinados com amilina e os agonistas triplos de GIP, GLP-1 e glucagon, ainda em pesquisa e desenvolvimento. A seguir, veja como cada classe funciona.

Agonistas do receptor de GLP-1

Os agonistas do receptor de GLP-1 (monoagonistas) foram a primeira geração dessas terapias, projetadas para ativar exclusivamente os receptores de GLP-1.

Eles imitam o hormônio natural para reduzir o apetite, retardar o esvaziamento gástrico e estimular a liberação de insulina de forma dependente da glicose. Por terem uma estrutura modificada que resiste à degradação rápida, permanecem ativos no organismo por mais tempo.

São medicamentos utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e, em produtos específicos, no controle do peso.

Agonistas duplos de GIP e GLP-1

Os agonistas duplos ativam simultaneamente os receptores de GIP e GLP-1, reunindo em um único medicamento as ações dessas duas incretinas.

Essa combinação amplia a atuação sobre diferentes processos do organismo. Enquanto o GLP-1 participa da saciedade e do esvaziamento gástrico, o GIP estimula a liberação de insulina e também atua em tecidos como o adiposo, participando da regulação do metabolismo energético.

A combinação das duas vias ampliou as possibilidades terapêuticas para o diabetes tipo 2 e o controle do peso.

Agonistas triplos de GIP, GLP-1 e glucagon

Os agonistas triplos ativam simultaneamente os receptores de GIP, GLP-1 e glucagon, reunindo três vias hormonais em uma única molécula.

A proposta é combinar os efeitos dessas vias: o GLP-1 participa da regulação do apetite e da saciedade, o GIP atua no metabolismo energético e o glucagon pode aumentar o gasto energético e estimular a mobilização de gordura.

Essa classe ainda está em fase de pesquisa e desenvolvimento, sem medicamentos aprovados para uso clínico de rotina.

Agonistas de GLP-1 combinados com amilina

As terapias que combinam GLP-1 e amilina associam a ativação do receptor de GLP-1 à ação de uma via relacionada à amilina, hormônio produzido pelo pâncreas junto com a insulina.

A amilina atua no sistema nervoso central e no trato gastrointestinal, contribuindo para a saciedade e retardando o esvaziamento gástrico. A combinação dessas vias é estudada por seu potencial de ampliar os efeitos sobre a ingestão alimentar e o controle do peso.

Por enquanto, essa combinação permanece em fase de pesquisa e desenvolvimento, sem medicamentos aprovados que reúnam essas duas ações em um único tratamento.

Quais agonistas de GLP-1 E GIP estão disponíveis no Brasil?

Entre as opções disponíveis no mercado nacional, estão diferentes apresentações de liraglutida, dulaglutida e semaglutida, além da tirzepatida, que combina as ações de GLP-1 e GIP.

Enquanto alguns medicamentos são usados no controle glicêmico do diabetes tipo 2, outros possuem indicações específicas para o tratamento crônico do sobrepeso e da obesidade. Entenda como funciona cada um deles:

  • Liraglutida: administrada por aplicação subcutânea diária. É indicada para o tratamento do diabetes tipo 2 e, em produtos específicos, para o controle crônico do peso. Exemplos: Victoza, Saxenda e Olire;
  • Dulaglutida: agonista de GLP-1 de aplicação subcutânea semanal, indicado para melhorar o controle glicêmico de pessoas com diabetes tipo 2. Exemplo: Trulicity;
  • Semaglutida (injetável e oral): disponível em aplicações subcutâneas e em comprimidos. Possui produtos indicados para diabetes tipo 2 e outros para o controle crônico do peso. A substância também passou a integrar uma associação de dose fixa com insulina basal para determinados pacientes com diabetes tipo 2. Exemplos: Ozempic, Rybelsus, Wegovy e Poviztra;
  • Tirzepatida: agonista duplo dos receptores de GIP e GLP-1, administrado por aplicação subcutânea semanal. É indicado para melhorar o controle glicêmico no diabetes tipo 2 e também para o controle crônico do peso, conforme as indicações aprovadas. Exemplo: Mounjaro. 

Uma novidade no Brasil é o Kyinsu, que combina semaglutida e insulina icodeca em uma única aplicação semanal. Registrado pela Anvisa em setembro de 2026, o medicamento é indicado para adultos com diabetes tipo 2 que não alcançaram controle adequado da glicemia com insulina basal ou agonistas de GLP-1, associado a dieta, exercícios e medicamentos antidiabéticos orais.

Por combinar duas classes de medicamentos, ele não entra na lista como um novo agonista de GLP-1, mas amplia as formas em que a semaglutida pode fazer parte do tratamento.

Como dá para perceber, apesar de pertencerem a uma mesma família terapêutica, esses medicamentos não são intercambiáveis. Cada princípio ativo possui características, apresentações e indicações próprias, que devem ser consideradas na escolha do tratamento. 

Quais medicamentos ainda estão em desenvolvimento?

Em setembro de 2026, a pesquisa com agonistas de GLP-1 e terapias que combinam diferentes vias hormonais segue avançando. Novas moléculas buscam ampliar as possibilidades para diabetes, obesidade e outras condições metabólicas, com combinações de receptores e até opções em comprimidos.

Entre os medicamentos mais avançados nesse processo, estão:

  • Retatrutida (Eli Lilly): agonista triplo de GIP, GLP-1 e glucagon, desenvolvido para obesidade e condições metabólicas relacionadas. Em fase 3, ainda não possui aprovação regulatória;
  • Survodutida (Boehringer Ingelheim/Zealand Pharma) e mazdutida: agonistas duplos de GLP-1 e glucagon, estudados principalmente para obesidade e doenças metabólicas. A survodutida está em fase 3, enquanto a mazdutida já recebeu aprovação na China;
  • Orforglipron (Eli Lilly): agonista oral de GLP-1, desenvolvido para diabetes tipo 2 e controle do peso. Após concluir os principais estudos de fase 3, o medicamento foi aprovado nos Estados Unidos em 2026;
  • CagriSema (Novo Nordisk) e cagrilintida: CagriSema combina semaglutida e cagrilintida, enquanto a cagrilintida também é estudada isoladamente. CagriSema segue na fase 3 e permanece investigacional. 

Essas pesquisas mostram como as terapias incretínicas estão avançando para combinações cada vez mais amplas e diferentes formas de administração.

Como escolher e acompanhar o tratamento? 

Diante de um portfólio crescente de agonistas incretínicos, a decisão médica vai além de indicar um tratamento para perda de peso ou controle da glicemia. O diagnóstico, as comorbidades, a tolerabilidade e a rotina de cada paciente também entram nessa decisão.

Depois da escolha, o cuidado continua. É preciso verificar contraindicações e possíveis interações, acompanhar a resposta ao tratamento e reconhecer eventos adversos. A prescrição também deve seguir as regras sanitárias específicas para esses medicamentos no Brasil.

A seguir, veja os principais pontos que devem ser considerados antes e durante o tratamento:

Indicação clínica e comorbidades

O primeiro ponto é entender qual objetivo o tratamento precisa atender. Diabetes tipo 2, obesidade e a presença de doenças cardiovasculares ou renais podem influenciar a escolha do medicamento.

Algumas opções têm indicações específicas para controle do peso, enquanto outras são voltadas ao diabetes tipo 2. Também existem diferenças nas evidências de benefícios cardiovasculares e renais entre os princípios ativos. Por isso, o histórico clínico ajuda a definir quais alternativas fazem sentido para cada paciente.

Eficácia, segurança e tolerabilidade

Outro ponto é equilibrar resultado esperado e tolerabilidade. As diferentes terapias apresentam efeitos distintos sobre a glicemia e o peso, além de perfis próprios de efeitos adversos.

Náuseas, vômitos, diarreia e outros sintomas gastrointestinais podem ocorrer, principalmente durante a introdução e o aumento das doses. Por isso, a dose e a velocidade de titulação devem considerar a resposta de cada paciente, e a maior dose disponível nem sempre será a mais adequada.

Via de administração e adesão

A forma de usar o medicamento também pode influenciar a continuidade do tratamento. Semaglutida, tirzepatida e dulaglutida, por exemplo, possuem apresentações injetáveis de aplicação semanal, o que pode facilitar a organização da rotina.

Para quem tem aversão a agulhas, a semaglutida oral é uma alternativa. Nesse caso, deve ser tomada em jejum, com pouca água, e é necessário aguardar pelo menos 30 minutos antes de comer, beber ou tomar outros medicamentos por via oral. Quanto mais compatível o tratamento for com a rotina do paciente, mais fácil tende a ser mantê-lo ao longo do tempo.

Contraindicações, precauções e interações

Aqui, a atenção se volta às situações que podem limitar ou modificar o uso de cada medicamento. Histórico de pancreatite, determinadas doenças gastrointestinais, retinopatia diabética e gestação são alguns dos fatores que podem exigir avaliação específica.

Também devem ser considerados os medicamentos em uso, especialmente insulina e sulfonilureias, que podem aumentar o risco de hipoglicemia quando combinados com essas terapias. As contraindicações e precauções variam conforme o princípio ativo e devem ser conferidas na bula correspondente.

Monitoramento e manejo de eventos adversos

O acompanhamento ajuda a identificar efeitos adversos e ajustar o tratamento conforme a resposta do paciente. Náusea, vômito, diarreia e constipação estão entre as reações gastrointestinais mais comuns, especialmente durante o início ou a escalada da dose.

O profissional deve orientar sobre esses sintomas e avaliar a necessidade de uma titulação mais lenta. Também é importante monitorar a função renal em pacientes com doença renal que apresentem efeitos gastrointestinais intensos e a retinopatia em pessoas com maior risco.

Regras legais de prescrição

No Brasil, os agonistas do receptor GLP-1 estão sujeitos à retenção da receita desde junho de 2025. A prescrição deve ser feita em duas vias, com retenção da segunda pela farmácia, e tem validade de até 90 dias.

Desde 30 de setembro de 2026, o Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR) passou a permitir a emissão e o controle eletrônico de receitas, incluindo as sujeitas à retenção para agonistas de GLP-1. A mudança será gradual: as receitas em papel continuam válidas, e a emissão eletrônica não se torna obrigatória nessa data.

E vale ressaltar: a prescrição é apenas uma parte do tratamento. Para pessoas com sobrepeso ou obesidade, a terapia medicamentosa deve ser acompanhada de alimentação adequada, atividade física, sono e acompanhamento clínico, que ajudam a compor o cuidado e manter os resultados ao longo do tempo. 

Sua clínica está pronta para acompanhar cada etapa do tratamento com canetas? 

O uso de agonistas de GLP-1 e GIP exige mais do que conhecer as opções disponíveis. No Brasil, a prescrição desses medicamentos segue regras específicas, incluindo retenção da receita e controle pelo SNCR. Também é preciso respeitar as atribuições de cada profissional e as indicações aprovadas para cada medicamento.

Para quem administra uma clínica, isso significa lidar com mais informações ao longo do atendimento: histórico do paciente, conduta, prescrições, documentos e acompanhamento da evolução. Manter tudo organizado ajuda a tornar esse fluxo mais simples e facilita o acesso aos registros quando necessário.

É nesse ponto que o My Smart Clinic pode ajudar. A plataforma reúne prontuário personalizado, prescrição, assinatura eletrônica e outros recursos em um único ambiente, evitando que o profissional precise alternar entre diferentes sistemas.

E não para por aí. O profissional ainda conta com recursos para agenda, gestão financeira, telemedicina, relatórios e inteligência artificial no prontuário.

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