Teste ergométrico convencional ou computadorizado: qual código usar
| Código | Exame na tabela da ANS |
|---|---|
| 40101045 | Teste ergométrico convencional – 3 ou mais derivações simultâneas (inclui ECG basal convencional) |
| 40101037 | Teste ergométrico computadorizado (inclui ECG basal convencional) |
No dia a dia, os dois são chamados de “teste ergométrico”, mas têm códigos distintos. Antes de registrar, confira qual modalidade foi solicitada e qual foi efetivamente realizada. Buscar só por “teste ergométrico” e escolher o primeiro resultado é um caminho comum para o erro.
Códigos que costumam ser confundidos com o teste ergométrico
| Código | Exame na tabela da ANS |
|---|---|
| 40101010 | ECG convencional de até 12 derivações |
| 40901106 | Ecodopplercardiograma transtorácico |
| 20102038 | Monitorização ambulatorial da pressão arterial – MAPA (24 horas) |
| 20102020 | Holter de 24 horas – 3 canais – digital |
As descrições de 40101045 e 40101037 já incluem o ECG basal convencional. Ecocardiograma e Holter têm outras variações, cada uma com código próprio. O nome genérico do exame nunca substitui a conferência da descrição completa na TUSS.
TUSS e TISS: qual a diferença
A TUSS é a terminologia que identifica procedimentos e outros itens. O TISS é o padrão da ANS que organiza a troca de informações entre prestadores e operadoras. A TUSS faz parte do próprio Padrão TISS, no componente de Representação de Conceitos em Saúde, que garante que quem envia e quem recebe os dados use os mesmos códigos e nomes.
Como preencher a guia com o código do teste ergométrico
- Dados do paciente: confira se correspondem ao beneficiário do plano e se os campos obrigatórios estão completos.
- Dados do solicitante: as informações do profissional, como conselho e CBO, precisam estar completas e compatíveis com a solicitação.
- Código e descrição: informe o código da modalidade solicitada e realizada. 40101045 para o convencional, 40101037 para o computadorizado.
- Autorização: quando o procedimento depender de autorização, confira o número e se ela se refere ao mesmo procedimento que será cobrado.
Erros que podem levar à glosa
- Código incompatível com o exame: um código de outra descrição da TUSS cria divergência entre o atendimento e a cobrança.
- Dados incompletos na guia: a falta de informações obrigatórias pode impedir o processamento, mesmo com o código certo.
- Falta de autorização: se o contrato com a operadora exige autorização prévia, faturar sem ela pode resultar em recusa.
- Divergência entre solicitação e cobrança: se a autorização registra uma modalidade e a cobrança apresenta outra, a operadora pode apontar a inconsistência.
Uma glosa pode atrasar ou reduzir o recebimento e gera trabalho para identificar o motivo, corrigir as informações e, quando couber, recorrer à operadora.
Quando a operadora pode exigir outra codificação
Quando o procedimento solicitado ou realizado não corresponde exatamente à descrição do código escolhido, como entre o teste convencional e o computadorizado. As regras de autorização e faturamento de cada operadora não mudam a TUSS, mas o código precisa representar o procedimento realizado. A ANS revisa a terminologia periodicamente, por isso a referência é sempre a tabela oficial. Para outros exames, use a Consulta TUSS. Para entender o padrão como um todo, veja o que é o código TUSS e como usar no faturamento.