Já aconteceu na sua clínica de precisar de um código TUSS para faturar um procedimento e ficar na dúvida sobre qual opção era a correta? Parece um mero detalhe, mas informar o número errado pode ter impacto direto no faturamento, principalmente quando uma informação incorreta acaba em uma recusa do pagamento ou exige retrabalho da equipe.
A TUSS é o que padroniza a identificação de procedimentos, materiais, medicamentos e outros itens usados na saúde suplementar, logo, estar a par de como essa classificação funciona ajuda a clínica a preencher o faturamento com mais segurança e reduzir erros que podem atrasar ou comprometer o recebimento.
Siga conosco para entender tudo sobre o assunto:
- O que é um código TUSS;
- Como saber o código TUSS;
- Para que serve a tabela TUSS;
- Cuidados ao usar códigos TUSS no faturamento médico.
Vamos lá?
O que é um código TUSS?
O código TUSS é um número padronizado que identifica procedimentos, materiais, medicamentos e outros itens utilizados na área da saúde, e que segue a terminologia padronizada pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).
TUSS, aliás, significa Terminologia Unificada da Saúde Suplementar e faz parte do padrão TISS, Troca de Informações na Saúde Suplementar. Este último define como devem ser enviadas e recebidas as informações entre prestadores de serviços de saúde e operadoras de planos, incluindo guias, dados de atendimento, faturamento e regras de envio eletrônico.
Importante: não confunda TUSS com Rol de Procedimentos. Enquanto este último é a lista oficial de procedimentos e eventos em saúde de cobertura obrigatória mínima definida pela ANS, lembre-se que o TUSS é a forma de identificar procedimentos e outros itens na troca de informações da saúde suplementar.
Para que serve a tabela TUSS?
A tabela TUSS é usada na comunicação entre clínicas, hospitais e operadoras de planos de saúde, como uma forma de assegurar que todos usem a mesma “linguagem” no momento de registrar e faturar atendimentos.
Em outras palavras, o recurso vem para padronizar a forma como os itens de um atendimento são identificados, o que inclui:
- Procedimentos;
- Materiais;
- Medicamentos;
- Diárias;
- Taxas.
Com esse sistema, diminuem as chances de um mesmo procedimento receber interpretações diferentes, por exemplo. Como tanto prestador quanto operadora vão usar o mesmo código e a mesma descrição, o registro do atendimento fica mais objetivo e verificável.
Para além de erros de interpretação, é claro, o TUSS também serve para prevenir que aconteçam erros de cobrança, retrabalho e divergência no processamento de contas médicas.
Como saber o código TUSS?
A forma mais segura de encontrar um código TUSS é consultar a tabela vigente disponibilizada pela ANS e, dentro dela, localizar nela o procedimento que você busca.
Inclusive, deixamos aqui o lembrete de você sempre usar a tabela oficial, já que os termos são atualizados com bastante frequência.
O que acontece aqui é que, por ser mantido dentro do Padrão TISS, o TUSS tem seus códigos revisados periodicamente (ou até descontinuados). Logo, se você usar uma tabela mais antiga, encontrada em algum site que não seja o da ANS, pode acabar encontrando códigos que já não são mais válidos.
Consulta por procedimento
O caminho mais direto para encontrar um código TUSS é pesquisando pelo procedimento que vai ser realizado, ou informado no faturamento. Isso porque a descrição é o principal ponto de referência para localizar o número que de fato corresponde ao atendimento prestado.
Para esse tipo de consulta, a principal referência é a tabela de Procedimentos e Eventos em Saúde (TUSS 22), que organiza os códigos utilizados no faturamento de serviços assistenciais, independentemente da especialidade.
Consulta por especialidade
A especialidade do profissional até ajuda a localizar e contextualizar um atendimento, mas não substitui a identificação do procedimento na TUSS, porque o código TUSS não funciona simplesmente como um código para cada especialidade médica.
Uma consulta realizada por um cardiologista, por exemplo, não recebe necessariamente um código TUSS específico somente porque o profissional é um cardiologista. O que importa, nesse caso, é o procedimento que está sendo informado, conforme a descrição da terminologia e as regras aplicáveis ao atendimento.
Essa é uma distinção especialmente importante para clínicas com várias especialidades, já que o mesmo tipo de procedimento pode ser utilizado por diferentes profissionais quando houver respaldo legal, enquanto procedimentos distintos realizados dentro de uma mesma especialidade terão códigos próprios.
Aliás, a própria ANS estabelece que a TUSS 22 não é profissional-específica, salvo quando a própria descrição do procedimento determinar essa especificidade.
Consulta em sistemas de gestão clínica
Contar com um sistema de gestão clínica pode facilitar a localização e o uso dos códigos TUSS, já que concentra essas informações no fluxo de atendimento e de faturamento, o que economiza tempo em relação a uma busca manual.
Ainda assim, a clínica precisa conferir se o código disponível no sistema corresponde à versão vigente da TUSS e ao procedimento que será informado.
Lembre-se: ter um código cadastrado no sistema não significa, por si só, que ele seja o código correto para qualquer atendimento.

Validação com operadoras de saúde
Mesmo que o código TUSS esteja correto, a clínica ainda precisa verificar as regras estabelecidas no contrato com cada operadora antes de faturar um procedimento.
Essa é uma necessidade que nasce do fato de que a ANS determina que todas as regras relacionadas ao envio de contas, prazos de pagamento e forma de faturamento não são definidas de maneira genérica.
Na verdade, são definidas no contrato firmado entre a operadora de plano de saúde e o prestador de serviços. Logo, é nesse documento que fica estabelecido quanto tempo a operadora tem para analisar e pagar as guias, como os procedimentos devem ser enviados e quais exigências precisam ser cumpridas.
O contrato também precisa deixar claro como funciona o processo de auditoria das contas médicas, em quais situações um procedimento pode ser recusado ou parcialmente pago e qual é o caminho que a clínica deve seguir para contestar essas decisões, caso não concorde com elas.
Fica a dica: antes de enviar uma cobrança, vale conferir se o procedimento está contratado, se exige autorização, qual documentação deve acompanhar a guia e quais regras específicas a operadora aplica àquele atendimento. Um código TUSS válido não elimina essas verificações.
Cuidados ao usar códigos TUSS no faturamento médico
Os cuidados abaixo evitam retrabalho e perda de receita na hora de usar o código TUSS correto:
- Consulte sempre a versão vigente da TUSS: como códigos e terminologias mudam com o tempo, usar uma versão antiga pode gerar cobrança com código inexistente ou descontinuado;
- Confira a descrição completa do procedimento: escolher um código apenas pelo nome parecido pode levar a divergência entre o que foi realizado e o que foi faturado;
- Separe TUSS de cobertura: um código existir na TUSS não significa que o plano é obrigado a pagar por ele. Se o procedimento não estiver previsto no contrato ou nas regras de cobertura, a cobrança pode ser negada mesmo com o código correto;
- Verifique as regras da operadora antes de faturar: falta de autorização, exigência de documentos específicos ou regras de auditoria são causas frequentes de erro;
- Mantenha os cadastros atualizados no sistema da clínica: códigos desatualizados ou duplicados no sistema aumentam o risco de erro humano no momento do faturamento.
Fica a dica: muitas das recusas de pagamento acontecem justamente quando há algum erro no uso do TUSS, como selecionar um código que não bate com o procedimento feito ou quando alguma regra da operadora não foi respeitada.
Em casos assim, pode acontecer de o problema não ser identificado de imediato e, por isso, a clínica só percebe o erro quando há um acúmulo de contas recusadas ou atrasos no recebimento.
Integração com o TUSS: mais praticidade na rotina da clínica
Encontrar o código TUSS não precisa significar sair do prontuário, consultar outra ferramenta e depois voltar ao atendimento. No My Smart Clinic, por meio da integração com a Memed, é possível solicitar exames diretamente pelo prontuário do paciente e escolher, no momento da emissão, se o pedido deve apresentar o código TUSS, o código SUS ou nenhum código.
Essa integração com a Memed também é útil para criar protocolos com listas de exames que a clínica utiliza com frequência. Assim, pedidos recorrentes podem ser preparados com mais agilidade, sem que a equipe precise selecionar os mesmos itens um a um a cada atendimento.
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