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Teste ergométrico código TUSS: qual usar e como preencher a guia TISS

O código é TUSS 40101045, cuja descrição é Teste ergométrico convencional - 3 ou mais derivações simultâneas (inclui ECG basal convencional).

Teste ergométrico código TUSS: qual usar e como preencher a guia TISS

O código TUSS (sigla para Terminologia Unificada da Saúde Suplementar) do teste ergométrico convencional é 40101045, mas atenção: esse não é o único código relacionado ao exame. A própria terminologia da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) também prevê o 40101037 para o teste ergométrico computadorizado, por exemplo. 

Perceba como é fácil cometer o equívoco de informar, em um faturamento, o número errado de determinado procedimento, principalmente quando há semelhanças no nome. Aliás, um erro assim tem um custo: a operadora pode recusar um pagamento por causa da confusão e, consequentemente, a equipe responsável por corrigir a informação vai passar por uma jornada de retrabalho.

Estamos aqui para te ajudar a prevenir esse tipo de situação! Por isso, siga conosco para entender:

  • Qual é o código TUSS do teste ergométrico;
  • Qual é a diferença entre TUSS e TISS;
  • Como preencher o TISS com o código TUSS do teste ergométrico;
  • Quais códigos podem ser confundidos com o teste ergométrico;
  • Quais erros podem causar a recusa ou glosa do procedimento;
  • Como um software para clínicas ajuda a gerenciar códigos TUSS.

Vamos lá?

Qual é o código TUSS do teste ergométrico? 

O código é TUSS 40101045, cuja descrição é “Teste ergométrico convencional – 3 ou mais derivações simultâneas (inclui ECG basal convencional)”.

Mas preste atenção aqui: a TUSS também traz o código 40101037 para “Teste ergométrico computadorizado (inclui ECG basal convencional)”. Por isso, não cometa o erro de procurar apenas por “teste ergométrico” na hora de buscar o número e acabar escolhendo qualquer resultado semelhante.

Na dúvida, lembre-se sempre de conferir qual exame exatamente foi solicitado e qual modalidade foi efetivamente realizada antes de registrar o código.

Para que serve a codificação do procedimento?

O código TUSS existe para padronizar a identificação dos procedimentos nas trocas de informações entre prestadores e operadoras de planos de saúde. Você vai encontrá-lo em etapas como solicitação, autorização e faturamento de procedimentos realizados por convênio.

Na hora de preencher uma guia, por exemplo, ele ajuda a identificar qual procedimento está sendo cobrado e permite que a operadora processe essa informação de acordo com as regras aplicáveis.

Dessa maneira, nomes diferentes, abreviações ou descrições usadas internamente não precisam virar uma dúvida na hora de trocar dados entre as duas partes.

Como confirmar se o código está atualizado?

A forma mais segura de conferir um código é consultar diretamente a versão vigente da TUSS disponibilizada pela ANS. Inclusive, até a versão atual do próprio Padrão TISS pode ser acompanhada no portal da ANS.

Antes de prosseguirmos, vale reforçar a importância de consultar sempre a fonte oficial ou contar com um software conectado a ela (vamos falar sobre isso daqui a pouco), afinal, a terminologia passa por inclusões, alterações e exclusões ao longo do tempo.

Para você ter ideia, a atualização mais recente até a publicação deste conteúdo aconteceu em julho de 2026, quando a ANS lançou uma nova ferramenta para essas consultas, com acesso online a arquivos em formatos diversos.

Quando a operadora pode exigir outra codificação?

Uma codificação diferente pode ser necessária quando o procedimento solicitado ou realizado não corresponde exatamente à descrição do código inicialmente escolhido.

É o que pode acontecer, por exemplo, entre o teste ergométrico convencional e o computadorizado. Embora os dois sejam chamados de “teste ergométrico” no dia a dia, eles possuem códigos TUSS distintos que não devem ser confundidos.

Na dúvida, vale também conferir as regras da própria operadora para autorização e faturamento, que não mudam livremente a TUSS, é claro, mas servem de base para a consulta porque o código utilizado precisa continuar representando corretamente o procedimento realizado.

Qual é a diferença entre TUSS e TISS?

A TUSS é a terminologia usada para identificar procedimentos e outros itens, enquanto o TISS é o padrão que organiza a troca de informações entre prestadores e operadoras.

Aliás, os dois estão diretamente relacionados porque a TUSS faz parte do próprio Padrão TISS. 

A título de informação, a ANS organiza o Padrão TISS em cinco componentes. Um deles é o de Representação de Conceitos em Saúde, que padroniza os termos usados nas trocas de informações. 

É aqui que entra a TUSS: ela permite que procedimentos, materiais, medicamentos e outros itens sejam identificados pelos mesmos códigos e nomenclaturas por quem envia e por quem recebe os dados.

Como preencher o TISS com o código TUSS do teste ergométrico?

Como o preenchimento precisa manter a coerência não somente no código TUSS, mas também nos dados do paciente, do profissional, do procedimento solicitado e da autorização recebida, antes do envio, vale conferir principalmente:

  • Dados do paciente: confira se as informações correspondem ao beneficiário vinculado ao plano e se os campos obrigatórios da guia estão completos. Até mesmo “pequenos” erros cadastrais podem impedir que a operadora associe corretamente o atendimento ao beneficiário;
  • Informações do solicitante: os dados do profissional precisam estar completos e compatíveis com a solicitação. Informações como conselho profissional e CBO (Classificação Brasileira de Ocupações) podem fazer parte dos dados necessários para a geração da guia;
  • Código e descrição do procedimento: informe o código correspondente à modalidade efetivamente solicitada e realizada. Para o teste ergométrico convencional, por exemplo, o código é 40101045, enquanto o computadorizado utiliza 40101037;
  • Autorização da operadora: quando o procedimento depender de autorização, confira o número e os demais dados liberados pela operadora antes do faturamento. Também vale verificar se a autorização corresponde ao mesmo procedimento que será cobrado.

Quais códigos podem ser confundidos com o teste ergométrico? 

Outros exames cardiológicos possuem códigos próprios e não devem ser usados como equivalentes ao teste ergométrico. Alguns dos que aparecem com frequência na mesma rotina de atendimento e merecem atenção são:

  • Eletrocardiograma: o ECG convencional de até 12 derivações utiliza o código 40101010. Vale lembrar que as descrições dos códigos 40101037 e 40101045 já indicam a inclusão do ECG basal convencional no teste ergométrico;
  • Ecocardiograma: existem diferentes tipos de ecocardiograma e, portanto, diferentes códigos. O ecodopplercardiograma transtorácico, por exemplo, utiliza o 40901106. Na dúvida, confira a modalidade antes de selecionar a codificação;
  • MAPA: a monitorização ambulatorial da pressão arterial por 24 horas utiliza o código 20102038. Embora também seja um exame cardiológico, mede a pressão arterial ao longo do dia e não corresponde ao teste ergométrico;
  • Holter: também possui variações. O Holter de 24 horas com três canais, digital, por exemplo, utiliza o código 20102020, enquanto outras configurações possuem códigos próprios.

Nunca se esqueça: o nome genérico do exame nunca deve substituir a conferência da descrição completa na TUSS.

Quais erros podem causar a recusa ou glosa do procedimento? 

Inconsistências entre o que foi solicitado, autorizado, realizado e faturado podem levar a questionamentos ou glosas pela operadora. Entre os pontos que mais precisam de atenção temos:

  • Código incompatível com o exame: selecionar um código para um procedimento que corresponde a outra descrição da TUSS cria uma divergência entre a assistência prestada e o que está sendo cobrado;
  • Dados incompletos na guia: a ausência de informações obrigatórias pode impedir o processamento correto da cobrança, mesmo quando o procedimento e seu código estão certos;
  • Ausência de autorização: se o contrato com a operadora exigir uma autorização prévia para aquele procedimento, faturá-lo sem cumprir essa etapa pode resultar em recusa;
  • Divergência entre solicitação e cobrança: se a solicitação ou autorização registra uma modalidade e a cobrança apresenta outra, a operadora pode identificar a inconsistência durante a análise da guia.

Todos esses problemas, é claro, têm consequências. Para a clínica, uma glosa pode significar um atraso ou perda de receita, além de mais trabalho para a equipe administrativa. 

Afinal, é preciso identificar o motivo da recusa, conferir documentos, corrigir informações e, quando couber, apresentar um recurso à operadora também. Quanto mais erros chegam ao faturamento, mais tempo a equipe gasta tentando receber por atendimentos que já foram realizados.

Como um software para clínicas ajuda a gerenciar códigos TUSS? 

Um software para clínicas pode reduzir as etapas manuais envolvidas na consulta e no uso dos códigos TUSS durante o atendimento. Quando essa informação está integrada às ferramentas que a equipe já utiliza, o profissional não precisa interromper o fluxo para pesquisar o código em outro lugar e depois voltar ao sistema.

Essa integração pode ajudar em pontos como:

  • Solicitação de exames: o profissional pode selecionar o exame durante o atendimento e incluir a codificação necessária no próprio pedido;
  • Escolha da codificação: dependendo da integração disponível, é possível definir se o pedido deve apresentar código TUSS, código SUS ou ser emitido sem código;
  • Protocolos de exames: listas de exames solicitados com frequência podem ser reunidas em protocolos, assim você evita selecionar os mesmos procedimentos individualmente em pedidos recorrentes;
  • Emissão pelo prontuário: quando a solicitação está conectada ao prontuário eletrônico, o pedido pode ser preparado sem alternar entre diferentes sistemas durante o atendimento.

Dessa maneira, com o software certo, além de saber qual código utilizar, a clínica consegue incorporar essa informação ao próprio fluxo de solicitação dos exames.

Integração com o TUSS: mais praticidade na rotina da clínica

Consultar o código TUSS do teste ergométrico é importante, mas melhor ainda é não precisar interromper o atendimento toda vez que essa informação for necessária. 

No My Smart Clinic, por meio da integração com a Memed, é possível solicitar exames diretamente pelo prontuário do paciente e escolher, no momento da emissão, se o pedido deve apresentar o código TUSS, o código SUS ou nenhum código.

A integração também permite criar protocolos com listas de exames utilizados com frequência pela clínica. Se determinados procedimentos costumam ser solicitados juntos, por exemplo, o profissional pode deixar esse conjunto preparado e evitar a seleção manual de cada item em novos atendimentos.

Quer tornar esse processo mais simples na sua clínica? Fale com uma consultora do My Smart Clinic e conheça as soluções disponíveis para a sua rotina.

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