Um pedido de exame chega à clínica com a indicação de TSH ultrassensível. Na hora de registrar o procedimento, pode surgir a dúvida sobre a existência de um código TUSS específico para essa nomenclatura, ou se o número correto é o mesmo que aquele do TSH.
Essa confusão é bastante compreensível, principalmente porque, entre os exames da tireoide, uma diferença no nome às vezes muda o código e às vezes não. TSH e TSH ultrassensível, por exemplo, compartilham o código 40316521. Já T3, T3 livre e T3 reverso têm códigos próprios.
Neste conteúdo, reunimos os principais códigos TUSS relacionados aos exames da tireoide e ainda respondemos a estas perguntas:
- Qual é o código TUSS do exame TSH?
- Código TUSS TSH e TSH ultrassensível são iguais?
- Quais são os códigos TUSS dos principais exames da tireoide?
- Como consultar o código TUSS correto de um exame?
- Como preencher corretamente o código TUSS em exames laboratoriais?
- O código TUSS pode mudar?
Vamos lá?
Qual é o código TUSS do exame TSH?
O código TUSS do exame TSH é 40316521. Na tabela, esse procedimento aparece como Tireoestimulante, hormônio (TSH) – pesquisa e/ou dosagem.
No TSH, aliás, você também pode encontrar o exame descrito como “TSH ultrassensível” ou “TSH ultra sensível”. Embora as nomenclaturas mudem, o código TUSS permanece o mesmo nesse caso.
O que é o exame TSH
Esse exame serve para medir a quantidade de TSH no sangue, que é o hormônio que ajuda a regular o funcionamento da tireoide. Ele é produzido pela glândula hipófise e atua basicamente como um sinal para que a tireoide cumpra seu papel no organismo.
Temos aqui um procedimento que costuma ser solicitado tanto para investigar uma alteração na tiroide, quanto para acompanhar alguma condição que já tenha sido identificada. Dependendo do que o médico está investigando especificamente, outros exames podem ser solicitados também, como T4 livre e T3.
Aqui, inclusive, vale destacar um ponto de atenção: embora nem toda mudança no nome do exame signifique que haverá um novo código TUSS para usar, quando o procedimento em si é diferente, aí sim o código muda.
É por isso que um TSH e um TSH ultrassensível terão o mesmo número, já que a diferença é apenas na nomenclatura. Agora, se o exame solicitado for um T3, um T3 livre ou similar, estamos falando de procedimentos diferentes, cada um com seu próprio código na tabela. Inclusive, daqui a pouco chegamos nos TUSS desses procedimentos também.
Para que serve o código TUSS no exame
O código TUSS existe para identificar (e padronizar) procedimentos de saúde dentro do sistema de planos de saúde no Brasil. Ele também aparece em processos de solicitação, autorização, registro e faturamento desses procedimentos.
Do ponto de vista da clínica, usar o TUSS corretamente serve para garantir que o procedimento será reconhecido e pago pela operadora. Afinal, se o número informado está errado ou diverge daquilo que consta na guia de solicitação, o pagamento pode ser recusado (o que chamamos de “glosa”).
Para além do impacto financeiro, a clínica ainda tem um retrabalho administrativo para resolver a ocorrência, o que, é claro, consome tempo da equipe e atrasa o fluxo de caixa.

Código TUSS TSH e TSH ultrassensível são iguais?
Sim, ambos os procedimentos, o TSH e o ultrassensível, usam o mesmo código, que é o TUSS 40316521.
A diferença aqui está apenas na forma como o exame pode ser apresentado. “TSH ultrassensível” é uma nomenclatura utilizada para o exame e pode estar relacionada ao método empregado pelo laboratório. Na TUSS, o procedimento é, de qualquer maneira, identificado como Tireoestimulante, hormônio (TSH) – pesquisa e/ou dosagem.
Quais são os códigos TUSS dos principais exames da tireoide?
Na hora de faturar um exame relacionado à tireoide, saiba que os principais procedimentos e códigos TUSS são:
- Código TUSS T3: 40316556;
- Código TUSS T3 livre: 40316467;
- Código TUSS T3 reverso: 40316483;
- Código TUSS T4: 40316548;
- Código TUSS T4 livre: 40316491.
Atenção: lembre-se sempre de que embora as nomenclaturas dos exames variáveis de T3 e T4 sejam bastante semelhantes, cada um terá um código TUSS específico e usar o número errado pode causar um problema no faturamento da sua clínica.
Como consultar o código TUSS correto de um exame?
Prefira começar sempre a consulta do código pelo procedimento que foi solicitado, e não apenas pela sigla ou por uma palavra-chave do pedido. Dessa forma, você evita que um termo parecido leve a um código diferente daquele que de fato corresponde ao exame.
Inclusive,vale ter uma atenção especial aqui, na hora de buscar um código, especialmente quando o nome usado no dia a dia não é exatamente o mesmo da tabela, como é o caso do TSH ultrassensível e de outras variações relacionadas à tireoide.
Sobre a fonte correta de consulta, esta deve ser sempre a tabela de códigos TUSS da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que traz a identificação e a descrição dos procedimentos. Como esses códigos podem passar por atualizações com o passar do tempo, o ideal é que você sempre confira o número na fonte oficial.
Código TUSS e regras das operadoras de saúde
Além do código TUSS em si, uma operadora de saúde pode estabelecer outras regras para o faturamento correto e um procedimento. Veja algumas possíveis:
- Solicitação médica ou pedido com informações específicas;
- Justificativa clínica para determinados procedimentos;
- Documentos complementares, como laudos ou resultados anteriores;
- Prazo de validade da solicitação;
- Rede credenciada ou local específico para realização;
- Quantidade ou frequência permitida para determinados exames;
- Regras de auditoria ou análise da solicitação.
Como preencher corretamente o código TUSS em exames laboratoriais?
Primeiramente, é preciso saber exatamente qual exame foi solicitado, para que ele possa ser encontrado corretamente dentro da terminologia do TUSS. Além disso, alguns pontos merecem atenção:
- Conferência do procedimento solicitado: vale conferir sempre a descrição do exame, a versão vigente da terminologia, o nome do exame em si e demais exigências da operadora. Esse cuidado evita selecionar um procedimento com nomenclatura similar ao que você está buscando;
- Cuidados com exames de nomes semelhantes: exames podem ter siglas parecidas e, ainda assim, apresentarem códigos TUSS diferentes. Acontece bastante com exames TSH, aliás, já que T3, T3 Livre e T3 reverso, por exemplo, podem até parecer se tratar da mesma coisa, mas cada um tem um código específico;
- Erros de preenchimento que podem gerar retrabalho: qualquer erro pode fazer com que a clínica tenha que revisar informações, corrigir documentos ou reenviar dados.
O código TUSS pode mudar?
Sim, os códigos TUSS passam por atualizações de tempos em tempos e, por isso, a tabela disponibilizada pela ANS deve ser sempre a referência para consultar o código de um exame.
Essas revisões periódicas, aliás, podem incluir não só alterações nos números em si, mas também novos termos, alterações em registros existentes e até a definição de períodos de vigência para os códigos.
A título de informação, o TUSS passa por atualizações porque a terminologia precisa acompanhar procedimentos, tratamentos, materiais e outros itens que precisam ser identificados de forma padronizada na saúde suplementar. Inclusive, a própria ANS mantém um histórico dessas alterações.
E para você ter noção da frequência, a versão mais recente do componente da TUSS disponível atualmente é a de julho de 2026, com vigência desde 1º de agosto de 2026. Ou seja, note que uma planilha salva há muito tempo ou uma lista de códigos retirada de uma fonte que não seja confiável pode estar desatualizada e levar a um erro de faturamento.
Integração com o TUSS: mais praticidade na rotina da clínica
Encontrar o código TUSS do TSH ou qualquer outro exame não precisa significar sair do prontuário, consultar outra ferramenta e depois voltar ao atendimento. No My Smart Clinic, por meio da integração com a Memed, é possível solicitar exames diretamente pelo prontuário do paciente e escolher, no momento da emissão, se o pedido deve apresentar o código TUSS, o código SUS ou nenhum código.
Essa integração com a Memed também é útil para criar protocolos com listas de exames que a clínica utiliza com frequência. Assim, pedidos recorrentes podem ser preparados com mais agilidade, sem que a equipe precise selecionar os mesmos itens um a um a cada atendimento.
Quer simplificar a rotina da sua clínica? Fale com uma consultora do My Smart Clinic e conheça as soluções disponíveis para o seu negócio.