Saúde

Código TUSS Creatinina: qual é e como usar corretamente no exame

A creatinina, pesquisa e/ou dosagem, tem o código 40301630. Já o clearance de creatinina é outro procedimento e aparece com o código 40301508.

Um pedido de exame chega à clínica com a indicação de creatinina. Em outro, aparece creatinina urinária. No seguinte, o médico solicita um clearance de creatinina. Os nomes são parecidos, todos envolvem a mesma substância, mas o código TUSS não é o mesmo.

É justamente aí que vale prestar atenção. Na TUSS, a creatinina, pesquisa e/ou dosagem, tem o código 40301630. Já o clearance de creatinina é outro procedimento e aparece com o código 40301508.

Neste conteúdo, vamos entender quando cada código aparece e ainda ter a resposta para estas perguntas:

  • Qual é o código TUSS da creatinina?
  • Existem diferentes códigos TUSS para exames de creatinina?
  • Qual a diferença entre dosagem e clearance de creatinina?
  • Código TUSS de creatinina e ureia são diferentes?
  • Quais códigos TUSS podem aparecer junto ao exame de creatinina?
  • Como consultar o código TUSS correto para exames laboratoriais?
  • Como evitar erros ao registrar o código TUSS da creatinina?

Vamos lá?

Qual é o código TUSS da creatinina? 

O código TUSS da creatinina é 40301630. Esse procedimento aparece com a nomenclatura de Creatinina – pesquisa e/ou dosagem na Tabela 22 da TUSS, que é onde ficam compilados os “procedimentos e eventos em saúde” (o que inclui, aliás, exames laboratoriais).

Importante: não confunda creatinina com creatina, apesar da semelhança entre os nomes. A creatina aparece na TUSS como outro procedimento, com o código 40301621.

O que é o exame de creatinina

Esse exame é utilizado quando é preciso fazer uma investigação da função renal, ou para dar continuidade ao acompanhamento de um paciente que já tenha uma alteração diagnosticada no órgão. Afinal, a creatinina é uma substância produzida pelo organismo, eliminada principalmente pelos rins. 

No entanto, como um resultado alterado de creatinina, por si só, não é suficiente para dizer que existe um problema nos rins ou identificar o que pode estar causando a alteração, é comum que outros exames apareçam na investigação. É o caso, por exemplo, da ureia, das avaliações em amostras de urina, do sódio e do potássio.

Para que o código TUSS é utilizado

O código TUSS existe para padronizar a identificação dos procedimentos de saúde na troca de informações entre prestadores e operadoras de planos de saúde. 

Por meio dessa terminologia, não somente exames podem ser identificados corretamente, como também procedimentos, materiais e outros itens. 

Com o TUSS, tudo isso fica dentro do padrão TISS (Troca de Informação de Saúde Suplementar), que é um modelo obrigatório definido pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) para uniformizar formulários, faturamentos e até mesmo o formato ideal para a transmissão de dados. 

Existem diferentes códigos TUSS para exames de creatinina? 

Sim, embora nem toda forma de coleta ou nomenclatura usada pelo laboratório gere automaticamente um novo código TUSS. Veja os códigos que constam na tabela TUSS vigente:

  • Creatinina (pesquisa e/ou dosagem): 40301630;
  • Clearance de creatinina: 40301508.

Importante: na rotina clínica, podem aparecer termos como “creatinina em urina de 24 horas” ou “creatinina em amostra isolada”, no entanto, nenhum dos dois conta com um código TUSS independente. Por isso, na hora de selecionar o código, uma dica é que você sempre verifique exatamente qual foi o procedimento realizado, checando não só a sua nomenclatura, mas também a descrição.

Qual a diferença entre dosagem e clearance de creatinina?

A diferença está principalmente no que cada exame avalia. 

A dosagem de creatinina é solicitada quando a ideia é medir quanto dessa substância está presente no sangue ou na urina do paciente. Quando feita no sangue, por exemplo, é ela que ajuda a identificar se a creatinina está se acumulando no organismo (algo que pode acontecer quando os rins não conseguem eliminá-la adequadamente).

O clearance de creatinina, por sua vez, avalia a capacidade dos rins de retirar a creatinina do sangue e eliminá-la pela urina. Para isso, o exame vai comparar a quantidade encontrada no sangue com aquela eliminada na urina durante um período determinado, geralmente com coleta de urina de 24 horas.

Código TUSS de creatinina e ureia são diferentes?

Sim. Creatinina e ureia são exames diferentes e, por isso, têm códigos TUSS próprios, apesar de ambos estarem dentro da Tabela 22. Olha só:

  • Código TUSS de creatinina: 40301630;
  • Código TUSS de ureia: 40302580.

Ambos os exames são solicitados juntos com bastante frequência, por isso, é importante ter em mente que eles não são sinônimos e o uso de um código não substitui o outro. Ambos devem ser identificados separadamente na hora do faturamento.

Quando creatinina e ureia são solicitadas em conjunto

Quando o profissional precisa investigar ou acompanhar o funcionamento dos rins a partir de uma visão mais ampla, pode solicitar ambas creatinina e ureia.

Esse conjunto costuma aparecer, por exemplo, quando existe uma suspeita de alteração renal, na avaliação de quem já tem doença nos rins ou quando outros exames e sintomas estão indicando essa possibilidade.

Os dois exames ajudam nessa avaliação, mas por caminhos um pouco diferentes. Por um lado, a creatinina entra para verificar a capacidade dos rins de filtrar o sangue. 

Do outro, temos a ureia, que também pode se acumular quando os rins não estão funcionando bem, mas seu resultado sofre influência de fatores como hidratação e alimentação. 

É por isso que um resultado ajuda a dar contexto ao outro durante a investigação, apesar de nenhum dos dois, por si só ou em conjunto, servir para fechar um diagnóstico.

Outros exames relacionados à avaliação renal

Como uma investigação renal pode envolver ainda outros exames, escolhidos de acordo com o que o profissional precisa avaliar, outros procedimentos que podem entrar no pedido são:

  • Sódio (TUSS 40302423): ajuda a avaliar o equilíbrio de líquidos e eletrólitos do organismo, que também depende da atuação dos rins;
  • Potássio (TUSS 40302318): pode mostrar alterações na concentração desse eletrólito no sangue, algo que merece atenção quando a função renal está comprometida;
  • Exame de urina (EAS): permite identificar alterações como presença de sangue, proteínas e outros achados que podem indicar dano renal;
  • Albuminúria: verifica a presença de albumina na urina. Ela é um dos marcadores usados para identificar dano nos rins e pode ser avaliada, por exemplo, pela relação albumina/creatinina (RAC);
  • Proteinúria: avalia a presença de proteínas na urina e também pode ajudar na investigação de alterações renais.
  • Taxa de filtração glomerular (TFG): estima a capacidade dos rins de filtrar o sangue. O cálculo pode utilizar o resultado da creatinina junto a outras informações do paciente;
  • Ultrassonografia dos rins e vias urinárias: entra quando é necessário investigar alterações na estrutura dos rins e das vias urinárias, como obstruções, alterações no tamanho dos rins ou outras anormalidades.

Quais códigos TUSS podem aparecer junto ao exame de creatinina? 

Dependendo da investigação solicitada, a creatinina pode aparecer ao lado de outros exames laboratoriais. Entre eles, estão:

  • Código TUSS Sódio (pesquisa e/ou dosagem): 40302423;
  • Código TUSS Potássio (pesquisa e/ou dosagem): 40302318;
  • Código TUSS Ácido Úrico (pesquisa e/ou dosagem): 40301150;
  • Código TUSS TGO (Transaminase oxalacética – amino transferase aspartato – pesquisa e/ou dosagem): 40302504.

Lembrando que todos esses exames podem constar em um mesmo pedido, muito embora não tenham a mesma finalidade. Por isso, vale tomar o cuidado de sempre identificar cada item solicitado e jamais presumir que há um código comum a todos, que se baseia no conjunto de exames.

Como consultar o código TUSS correto para exames laboratoriais? 

A fonte de referência deve ser sempre a terminologia oficial disponibilizada pela ANS. Nela, você pode pesquisar pelo código, pela descrição do procedimento ou item e ter acesso à lista completa que compõe cada categoria. 

Dica: jamais pesquise por códigos fora da fonte oficial. Como as terminologias precisam acompanhar procedimentos, tratamentos e itens, é comum que os códigos passem por atualizações periódicas, então qualquer material encontrado que não seja aquele da página da ANS pode estar compilando uma lista de números que já não está mais vigente.

E para você ter uma ideia da frequência dessas atualizações, a última alteração nos códigos é bastante recente, de 1º de agosto de 2026.

Como diferenciar procedimentos com nomes semelhantes 

Para não acabar selecionando um código TUSS que não corresponda ao que a clínica deseja faturar, comece sempre pelo procedimento que realmente foi solicitado, e não apenas usando alguma palavra-chave presente no pedido.

Vamos olhar para a “Creatinina” como exemplo: essa palavra aparece tanto em Creatinina – pesquisa e/ou dosagem (40301630), quanto em Clearance de creatinina (40301508). Se a busca parar apenas no termo em comum, aumentam as chances de o procedimento errado ser selecionado. 

Como evitar erros ao registrar o código TUSS da creatinina? 

Alguns cuidados ajudam a evitar erros na hora de registrar o código da TUSS da creatinina, ou qualquer outro procedimento que você precise faturar:

  • Conferir o tipo de exame solicitado: veja se o pedido é de dosagem de creatinina, clearance ou outro procedimento. Mesmo quando os nomes são parecidos, o exame realizado pode ser diferente, então cheque sempre a descrição e a nomenclatura completa;
  • Verificar o material e o procedimento: observe se o pedido envolve sangue, urina de 24 horas ou uma amostra isolada, mas não escolha o código apenas pelo tipo de coleta. O que precisa bater é o procedimento realizado com a descrição correspondente na TUSS;
  • Confirmar as regras da operadora quando necessário: se houver alguma dúvida sobre autorização, preenchimento da guia ou outra exigência para aquele exame, vale conferir as orientações da operadora antes de enviar a cobrança. 

Lembre-se: se alguma dessas informações for registrada de forma errada no momento do faturamento, a operadora pode recusar o pagamento daquele exame (no mercado, isso leva o nome de “glosa”). 

Nesse caso, a clínica então precisa descobrir o que aconteceu, corrigir o registro e enviar a cobrança novamente, o que gera mais trabalho para a equipe e ainda pode atrasar o recebimento da receita. 

Integração com o TUSS: mais praticidade na rotina da clínica

Entre 40301630 para creatinina e 40301508 para clearance de creatinina, fica fácil perceber como uma pequena diferença no nome do exame pode mudar o procedimento que precisa ser registrado. E, quando a clínica lida com dezenas de pedidos todos os dias, fazer essa conferência manualmente pode tomar um tempo considerável da equipe.

No My Smart Clinic, a integração com a Memed permite solicitar exames diretamente pelo prontuário do paciente e definir se o pedido deve apresentar o código TUSS, o código SUS ou nenhum código. 

Também é possível criar protocolos com listas de exames usados com frequência, o que ajuda a agilizar pedidos recorrentes.

Assim, a equipe consegue concentrar mais etapas do atendimento em um só fluxo, sem precisar repetir a mesma seleção de exames a cada novo pedido.

Quer conhecer as soluções disponíveis para tornar a rotina da sua clínica mais simples? Fale com uma consultora do My Smart Clinic.

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